Apresentação: Palestra Profa ALBA ZALUAR
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
José Magnani - I Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos
José Magnani - Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos
Apresentação: Palestra Prof. JOSÉ MAGNANI
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Eunice Durham - Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos
Apresentação: Palestra Profa. EUNICE DURHAM
I Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos-15 a 17 de março de 2011
Organização: BIEV, NAVISUAL, NUPECS
Coordenação: Cornelia Eckert/Ana Luiza Carvalho da Rocha
Edição (2012/13): Ana Paula Parodi Eberhardt-PROBIC-FAPERGS
Local: Porto Alegre/RS
Local: Porto Alegre/RS
Realização: UFRGS, IFCH, PPGAS
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Ruben Oliven - Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos
Apresentação: Palestra Prof. RUBEN OLIVEN
I Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos-15 a 17 de março de 2011
Organização: BIEV, NAVISUAL, NUPECS
Coordenação: Cornelia Eckert/Ana Luiza Carvalho da Rocha
Edição (2012/13): Ana Paula Parodi Eberhardt-PROBIC-FAPERGS
Local: Porto Alegre/RS
Local: Porto Alegre/RS
Realização: UFRGS, IFCH, PPGAS
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Gilberto Velho - Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos
Apresentação: Palestra Prof. GILBERTO VELHO
I Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos-15 a 17 de março de 2011
Organização: BIEV, NAVISUAL, NUPECS
Coordenação: Cornelia Eckert/Ana Luiza Carvalho da Rocha
Edição (2012/13): Ana Paula Parodi Eberhardt-PROBIC-FAPERGS
Local: Porto Alegre/RS
Local: Porto Alegre/RS
Realização: UFRGS, IFCH, PPGAS
domingo, 14 de outubro de 2012
Cidade, Imagem e Trabalho: uma etnografia da memória dos ferroviários aposentados de Porto Alegre
Apresentação: Este texto foi apresentado no XXIII Salão de Iniciação Científica, pelo bolsista Yuri Rapkiewicz.
Fundo de Origem: BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Yuri Rapkiewicz. Bolsista de Iniciação Científica. PIBIC/CNPq. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data: 01 de Outubro de 2012.
Tags: Por Onde Andamos.
Fundo de Origem: BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Yuri Rapkiewicz. Bolsista de Iniciação Científica. PIBIC/CNPq. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data: 01 de Outubro de 2012.
Tags: Por Onde Andamos.
No cotidiano da Burocracia: Estudo etnográfico sobre a relação entre indivíduos e a modernização do Departamento de Trânsito no Rio Grande do Sul.
Apresentação: Este texto foi apresentado no XXIII Salão de Iniciação Científica, pela bolsista Marize Schons.
Fundo de Origem: BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Marize Schons. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data: 03 de Outubro de 2012.
Tags: Por Onde Andamos.
Fundo de Origem: BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Marize Schons. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data: 03 de Outubro de 2012.
Tags: Por Onde Andamos.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Expondo a interioridade
Apresentação: Este trecho de diário de campo busca expor toda a interioridade sentida pela aprendiz de etnográfa ao realizar esta saída de campo.
Fundo de Origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Habitantes do Arroio
Autor: Renata Tomaz do Amaral Ribeiro – Discente Voluntária
Local: Rua Beco dos Marianos, Bairro Agronomia, Porto Alegre/RS.
Data: 2010
Tags: Os Interiores da Escrita Etnográfica
Parei em frente à associação de moradores, mas não havia ninguém por lá. Observei-a com calma, coisa que nunca havia feito antes. Estava deserta. Percebi que a sede era um grande galpão de madeira, com um campinho de futebol de chão batido e um antigo equipamento de elevar carros durante as manutenções, que anteriormente, assim como o galpão, pertencia à CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica. Ainda em frente à associação na Rua Beco dos Marianos, me virei para trás e lembrei a bela paisagem que Luna e eu havíamos visto em outra oportunidade naquele local. Porque sou baixinha, tive que subir em uma pedra de barro lá existente.
Fiquei extasiada com a imensidão e com a beleza do que eu estava vendo. Apreciei por alguns minutos aquele momento de imponência e grandiosidade. Lá do alto tudo e
stava tão pequeno, era como se eu pudesse pegar Porto Alegre em minhas mãos. Foi uma experiência sentida com a alma. Era como se meus olhos estivessem desvendando um gigantesco quadro em aquarela. Um céu todo azul, pintado no fundo da tela e enormes prédios, vistos lá do alto, tão pequeninos que pareciam ter sido delineados pelas mãos de um artista. Extensas avenidas como a Av. Ipiranga e a Bento Gonçalves naquele momento cabiam inteiras no meu campo de visão. Do topo do morro, eu conseguia percorrê-las mais rápido que um automóvel, ou do que qualquer outra tecnologia, meu olhos chegavam ao centro da cidade em frações de segundos. Como se não bastasse o autor dessa aquarela foi bastante crítico, pois não se esqueceu de também esboçar na sua obra, “as margens da sociedade”.
Desci da pedra de barro e continuei meu trajeto. Enquanto caminhava em direção à avenida, comecei a ouvir uma batida, um som conhecido. Era da Banda Nirvana: “With the lights out it's less dangerous” vindo de uma casa de alvenaria, sem reboco e com as janelas abertas. Ao ouvir aquela música, logo me lembrei de quando eu era menina, pois adorava “Smells Like Teen Spirit”, o título da melodia que estava tocando naquele momento. Continuei meu trajeto e aos poucos aquele som foi diminuido até desaparecer ao confundir-se com o barulho dos automóveis que passavam pela Av. Bento Gonçalves, um pouco mais adiante.
Rapidamente eu já estava no pé do morro, a caminho da faculdade de Agronomia. Como diz aquele ditado: “para descer todo santo ajuda”. Chegando ao destino, fui em direção ao portão que cerca o arroio. Observei-o: a mata ciliar era mais evidente e o cheiro de esgoto, bastante forte. O ambiente na faculdade estava calmo e por isso foi possível também ouvir a água do arroio correndo lentamente. Mas não me demorei muito e fui-me embora, porque ainda deveria ir ao Instituto. Em direção à parada do ônibus ia pensando: “os primeiros estudantes da Faculdade de Agronomia devem ter aproveitado as águas do arroio, nos dias quentes de verão para se refrescarem”.
Indicação de textos que de alguma forma perpassam a questão da interioridade:
• A Poética do Espaço de Gaston Bachelard;
• A interioridade da experiência temporal do antropólogo
como condição da produção etnográfica de Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornelia Eckert;
• Antropologia das formas sensíveis: entre o visível e o invisível, a floração de símbolos de Ana Luiza Carvalho da Rocha.
Fonte: Coleção do Projeto Habitantes do Arroio
Autor: Renata Tomaz do Amaral Ribeiro – Discente Voluntária
Local: Rua Beco dos Marianos, Bairro Agronomia, Porto Alegre/RS.
Data: 2010
Tags: Os Interiores da Escrita Etnográfica
Parei em frente à associação de moradores, mas não havia ninguém por lá. Observei-a com calma, coisa que nunca havia feito antes. Estava deserta. Percebi que a sede era um grande galpão de madeira, com um campinho de futebol de chão batido e um antigo equipamento de elevar carros durante as manutenções, que anteriormente, assim como o galpão, pertencia à CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica. Ainda em frente à associação na Rua Beco dos Marianos, me virei para trás e lembrei a bela paisagem que Luna e eu havíamos visto em outra oportunidade naquele local. Porque sou baixinha, tive que subir em uma pedra de barro lá existente.
Fiquei extasiada com a imensidão e com a beleza do que eu estava vendo. Apreciei por alguns minutos aquele momento de imponência e grandiosidade. Lá do alto tudo e
Desci da pedra de barro e continuei meu trajeto. Enquanto caminhava em direção à avenida, comecei a ouvir uma batida, um som conhecido. Era da Banda Nirvana: “With the lights out it's less dangerous” vindo de uma casa de alvenaria, sem reboco e com as janelas abertas. Ao ouvir aquela música, logo me lembrei de quando eu era menina, pois adorava “Smells Like Teen Spirit”, o título da melodia que estava tocando naquele momento. Continuei meu trajeto e aos poucos aquele som foi diminuido até desaparecer ao confundir-se com o barulho dos automóveis que passavam pela Av. Bento Gonçalves, um pouco mais adiante.
Rapidamente eu já estava no pé do morro, a caminho da faculdade de Agronomia. Como diz aquele ditado: “para descer todo santo ajuda”. Chegando ao destino, fui em direção ao portão que cerca o arroio. Observei-o: a mata ciliar era mais evidente e o cheiro de esgoto, bastante forte. O ambiente na faculdade estava calmo e por isso foi possível também ouvir a água do arroio correndo lentamente. Mas não me demorei muito e fui-me embora, porque ainda deveria ir ao Instituto. Em direção à parada do ônibus ia pensando: “os primeiros estudantes da Faculdade de Agronomia devem ter aproveitado as águas do arroio, nos dias quentes de verão para se refrescarem”.
Indicação de textos que de alguma forma perpassam a questão da interioridade:
• A Poética do Espaço de Gaston Bachelard;
• A interioridade da experiência temporal do antropólogo
como condição da produção etnográfica de Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornelia Eckert;
• Antropologia das formas sensíveis: entre o visível e o invisível, a floração de símbolos de Ana Luiza Carvalho da Rocha.
Breve análise do estudo o Caso do Beco dos Marianos
Apresentação: Este exercício foi desenvolvido no GT de escrita e leitura etnográfica e busca fazer uma breve análise da minha pesquisa na região da
Rua Beco dos Marianos, baseando-se no artigo “O desafio da Cidade” de Gilberto Velho.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Habitantes do Arroio
Autor: Renata Tomaz do Amaral Ribeiro – Discente Voluntária
Local: Região da Rua Beco dos Marianos no Morro Santana, Bairro Agronomia – Porto Alegre/RS.
Data: 20010
Tags: Caderno de Notas
Trecho de diário de campo Construindo novas perspectivas:
Enquanto nós olhávamos o seu lixo orgânico espalhado pelo pátio, ela pegou uma escada de madeira e a encostou no alto do muro que delimita seu terreno, para que pudéssemos ver o afluente. Deborah e eu subimos a escada uma de cada vez. Lá de cima era possível ver a extremidade final do Acesso Heitor Pereira da Silva. Às margens do afluente havia muito lixo: restos de brinquedo, madeiras (acho que restos de casas), novamente sofás e muitos casebres extremamente miseráveis. Em meio a tudo isso galinhas e est rco de cavalo ainda fresco, o cheiro era bastante desagradável. O som daquele espaço chamou-me bastante atenção, pois o ruído da água era bastante evidente, ouvia-se a água correr fortemente por entre as pedras e objetos que ali foram descartados. Os animais também estavam presentes nesta paisagem: galos cantavam e cachorros latiam. Ao fundo era possível ouvir também o barulho de uma serra elétrica. Já em terra firme e não mais no alto de uma escada improvisada de madeira, Zenaide disse que muitos de seus vizinhos são funcionários da UFRGS.
Durante toda a conversa, Dona Zenaide pediu-nos que fôssemos à casa de seus vizinhos para intimá-los a não colocarem mais lixo e cavalos à margem do arroio. Pareceu-me que ela acreditava que nós éramos uma espécie de “autoridade”. Foi bastante difícil fugirmos desta estigmatização; contudo, penso que à medida que íamos aprofundando mais a conversa e dando explicações, ela ia se desvinculando desta idéia.

Breve análise da pesquisa feita com base no artigo “O desafio da Cidade” de Gilberto Velho.
Tendo em vista que o espaço que tenho estudado pertence a UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do sul – e que os moradores deste, têm um grande respeito por esta instituição, devido a questões hierárquicas, vivenciei durante minhas saídas a campo as vantagens e desvantagens de ser “pesquisadora” da UFRGS.
Gilberto Velho, em seu artigo O desafio da Cidade, analisa as dificuldades enfrentadas pelo pesquisador durante o campo. Velho, propõe dois importantes problemas a serem avaliados durante a etnografia: a) Estudar grupos do mesmo estrato social, com visão de mundo e ethos iguais ao do pesquisador; b) Situação em que me encontro – pesquisar grupos geograficamente próximos e socialmente distantes.
Ao desenvolver minhas saídas a campo tenho me deparado freqüente com a dificuldade de fazer meus informantes perceberem que não sou representante da UFRGS, mas sim pesquisadora; logo não estou ali em posição hierarquicamente superior e sim inferior, devido a minha ignorância em relação a coisas que somente eles podem me esclarecer.
Toda via em um primeiro momento, o fato de pertencer a UFRGS também facilitou a ocorrência dos primeiros contatos que tive com os nativos. Devido ao meu vinculo com esta instituição, muitos de meus informantes sentiam-se impelidos a conversar comigo – depois da minha formal apresentação, como pesquisadora – devido ao respeito que estes têm pela instituição.
Contudo, em um segundo momento de minha pesquisa, comecei a perceber a dificuldade de separar a instituição UFRGS, que esta intrinsecamente ligada a esta comunidade, de mim: estudante e pesquisadora. Durante muito tempo, para alguns de meus informantes, eu era considerada uma espécie de autoridade, que convenhamos, não cabe ao meu posto de pesquisadora sedenta pelas estórias que pretendia e pretendo ouvir destes interlocutores.
Hoje um pouco mais madura em relação a etnografia e a antropologia compreendo melhor o problema de estudar o “vizinho” dentro da problemática de ser o “outro” (Gilberto Velho).
Rua Beco dos Marianos, baseando-se no artigo “O desafio da Cidade” de Gilberto Velho.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Habitantes do Arroio
Autor: Renata Tomaz do Amaral Ribeiro – Discente Voluntária
Local: Região da Rua Beco dos Marianos no Morro Santana, Bairro Agronomia – Porto Alegre/RS.
Data: 20010
Tags: Caderno de Notas
Trecho de diário de campo Construindo novas perspectivas:
Enquanto nós olhávamos o seu lixo orgânico espalhado pelo pátio, ela pegou uma escada de madeira e a encostou no alto do muro que delimita seu terreno, para que pudéssemos ver o afluente. Deborah e eu subimos a escada uma de cada vez. Lá de cima era possível ver a extremidade final do Acesso Heitor Pereira da Silva. Às margens do afluente havia muito lixo: restos de brinquedo, madeiras (acho que restos de casas), novamente sofás e muitos casebres extremamente miseráveis. Em meio a tudo isso galinhas e est rco de cavalo ainda fresco, o cheiro era bastante desagradável. O som daquele espaço chamou-me bastante atenção, pois o ruído da água era bastante evidente, ouvia-se a água correr fortemente por entre as pedras e objetos que ali foram descartados. Os animais também estavam presentes nesta paisagem: galos cantavam e cachorros latiam. Ao fundo era possível ouvir também o barulho de uma serra elétrica. Já em terra firme e não mais no alto de uma escada improvisada de madeira, Zenaide disse que muitos de seus vizinhos são funcionários da UFRGS.
Durante toda a conversa, Dona Zenaide pediu-nos que fôssemos à casa de seus vizinhos para intimá-los a não colocarem mais lixo e cavalos à margem do arroio. Pareceu-me que ela acreditava que nós éramos uma espécie de “autoridade”. Foi bastante difícil fugirmos desta estigmatização; contudo, penso que à medida que íamos aprofundando mais a conversa e dando explicações, ela ia se desvinculando desta idéia.
Breve análise da pesquisa feita com base no artigo “O desafio da Cidade” de Gilberto Velho.
Tendo em vista que o espaço que tenho estudado pertence a UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do sul – e que os moradores deste, têm um grande respeito por esta instituição, devido a questões hierárquicas, vivenciei durante minhas saídas a campo as vantagens e desvantagens de ser “pesquisadora” da UFRGS.
Gilberto Velho, em seu artigo O desafio da Cidade, analisa as dificuldades enfrentadas pelo pesquisador durante o campo. Velho, propõe dois importantes problemas a serem avaliados durante a etnografia: a) Estudar grupos do mesmo estrato social, com visão de mundo e ethos iguais ao do pesquisador; b) Situação em que me encontro – pesquisar grupos geograficamente próximos e socialmente distantes.
Ao desenvolver minhas saídas a campo tenho me deparado freqüente com a dificuldade de fazer meus informantes perceberem que não sou representante da UFRGS, mas sim pesquisadora; logo não estou ali em posição hierarquicamente superior e sim inferior, devido a minha ignorância em relação a coisas que somente eles podem me esclarecer.
Toda via em um primeiro momento, o fato de pertencer a UFRGS também facilitou a ocorrência dos primeiros contatos que tive com os nativos. Devido ao meu vinculo com esta instituição, muitos de meus informantes sentiam-se impelidos a conversar comigo – depois da minha formal apresentação, como pesquisadora – devido ao respeito que estes têm pela instituição.
Contudo, em um segundo momento de minha pesquisa, comecei a perceber a dificuldade de separar a instituição UFRGS, que esta intrinsecamente ligada a esta comunidade, de mim: estudante e pesquisadora. Durante muito tempo, para alguns de meus informantes, eu era considerada uma espécie de autoridade, que convenhamos, não cabe ao meu posto de pesquisadora sedenta pelas estórias que pretendia e pretendo ouvir destes interlocutores.
Hoje um pouco mais madura em relação a etnografia e a antropologia compreendo melhor o problema de estudar o “vizinho” dentro da problemática de ser o “outro” (Gilberto Velho).
Observando o campo
Apresentação: Neste trecho de diário de campo, bem como no mapa abaixo é possível evidenciar a observação participante desenvolvida nesta saída de campo.
Fundo de Origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Habitantes do Arroio
Autor: Renata Tomaz do Amaral Ribeiro – Discente Voluntária
Local: Porto Alegre/RS
Data: 22/02/2010
Tags: Tecendo a observação participante
Enquanto subíamos o Acesso 2, observávamos o chão batido da rua, que encontrava-se com largas marcas provocadas pelas águas que correm do alto do morro em direção ao arroio, em dias de chuva.
Aproximadamente no meio da subida do não muito extenso aclive, parei para observar a paisagem. De lá pude observar a planta das casas. Estas não tinham uma forma muito definida, pois eram repletas de “puxadinhos”. Em uma delas havia uma faixa de BIXO 2010, Psicologia UFRGS. Os pátios em sua maioria estavam cheios de materiais, como: lonas, tijolos, madeiras, ferros. Os muros que delimitavam as casas tinham formas assimétricas. Pensei: “Me parece que quem chega aqui se apropria do maior espaço possível.”. Afinal em bairros loteados os terrenos têm medidas especificas e simetricamente em sua maioria parecem um retângulo, nunca sendo assimétricos.
Sugestão de leitura:
• Argonautas do Pacifico Ocidental de Malinowski
Fundo de Origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Habitantes do Arroio
Autor: Renata Tomaz do Amaral Ribeiro – Discente Voluntária
Local: Porto Alegre/RS
Data: 22/02/2010
Tags: Tecendo a observação participante
Enquanto subíamos o Acesso 2, observávamos o chão batido da rua, que encontrava-se com largas marcas provocadas pelas águas que correm do alto do morro em direção ao arroio, em dias de chuva.
Aproximadamente no meio da subida do não muito extenso aclive, parei para observar a paisagem. De lá pude observar a planta das casas. Estas não tinham uma forma muito definida, pois eram repletas de “puxadinhos”. Em uma delas havia uma faixa de BIXO 2010, Psicologia UFRGS. Os pátios em sua maioria estavam cheios de materiais, como: lonas, tijolos, madeiras, ferros. Os muros que delimitavam as casas tinham formas assimétricas. Pensei: “Me parece que quem chega aqui se apropria do maior espaço possível.”. Afinal em bairros loteados os terrenos têm medidas especificas e simetricamente em sua maioria parecem um retângulo, nunca sendo assimétricos.
• Argonautas do Pacifico Ocidental de Malinowski
quinta-feira, 31 de março de 2011
I Ciclo de Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos (Porto Alegre, RS, 2011)
Apresentação:
Estas fotos foram clicadas durante o I Ciclo de Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos, que foi realizado na terceira semana de março de 2011. Aqui vocês encontrarão fotos do evento: conferencistas, equipe organizadora e público.
Tags: Por onde andamos.
Estas fotos foram clicadas durante o I Ciclo de Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos, que foi realizado na terceira semana de março de 2011. Aqui vocês encontrarão fotos do evento: conferencistas, equipe organizadora e público.
Tags: Por onde andamos.
Loja do BIEV e PPGAS/UFRGS com venda de revistas de antropologia e DVDs produzidos pela equipe do BIEV.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Click 2008
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A Memória da Cultura do Trânsito no Bairro Santana.
Apresentação: Este texto foi apresentado no XXII Salão de Iniciação Científica, pela bolsista Marize Schons.
Fundo de Origem: BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Marize Schons. Bolsista de Iniciação Científica. PROBIC/FAPERGS. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data: 21 de Outubro de 2010.
Tags: Por Onde Andamos.

Texto Marize
Fundo de Origem: BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Marize Schons. Bolsista de Iniciação Científica. PROBIC/FAPERGS. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data: 21 de Outubro de 2010.
Tags: Por Onde Andamos.

Texto Marize
domingo, 28 de novembro de 2010
Formas de sociabilidad y ocupación del espacio en una “cuadra” de la Avenida Borges de Medeiros - Parte 2
Apresentação: Fragmento de diario de campo que presenta las primeras observaciones de una aprendiz de etnógrafa sobre las interacciones cotidianas de las personas que viven y trabajan en una calle del centro de Porto Alegre
Fundo de origem: BIEV/LAS/NUPECS/PPGAS
Fonte: Alternidades populares en los imaginarios y las identidades culturales urbanas
Autor: Ana Cecilia Silva (CONICET, Argentina)
Local: Porto Alegre
Data: Outubro de 2010
Tags: Rapsodia urbana.
Primeros olhares sobre uma "cuadra" de Porto Alegre
De este lado de la vereda y de mis preguntas, junto al edificio, hay una peluquería y “salón de belleza”. Es un local pequeño, con una vidriera en la que se exhiben productos de cosmética y carteles con fotografías de mujeres bellas en los que figura la lista de servicios que se ofrecen. En la vereda, junto a una gran maceta de material, hay un banco “de plaza”, ubicado de espaldas a la calle y mirando hacia la fachada del local. El banco es de madera, con pies de hierro forjado. Hoy hay dos mujeres sentadas, ambas rondando los 40 años. Una de ellas parece ser empleada de la peluquería; lleva un delantal encima de la ropa, pantalones de jean y bastante “bijouterie”. Ha sacado los pies de sus ojotas, que quedaron en el suelo. Estira sus piernas y mueve los pies con movimientos relajatorios, mientras conversa con la otra mujer. La puerta de la peluquería-salón está abierta, y puede verse en su interior a otras mujeres, unas cuatro o cinco, clientas y empleadas, en un clima de distensión. Ninguna parece apurada. Una señora de unos 60 años, con tintura en el cabello, lee el diario de espaldas a la puerta. Reparo en que ese banco en la vereda oficia de espacio de encuentro y sociabilidad femenina, una suerte de apropiación del espacio público como extensión del negocio.
Hago unos pasos más en la misma cuadra y entro ahora en “territorio” masculino: un bar con mesas en la vereda, mesas y sillas de plástico, de un color amarillo estridente, donde suelo ver un grupo de hombres sentados, en diferentes horarios. Las caras cambian pero la escena es la misma: tienen sus “chops” de cerveza en la mesa, conversan, las sillas ligeramente orientadas
hacia la calle, miran a los que pasan y si es una mujer joven seguro comentan algo. Hoy, a esta hora, hay sólo un hombre, flaco, canoso y con ropa de trabajo, que toma una gaseosa. Se ha colocado mirando hacia a la calle y observa a las personas que pasan, entre ellas yo. Nuestros ojos se cruzan por unos instantes, parece perdido en sus pensamientos.
En seguida noto que otro punto de encuentro y reunión de varones está funcionando en ese mismo momento al lado, en un garage-lavadero de autos. Un grupo de hombres de distintas edades está conversando de pie en la entrada del establecimiento. Más atrás, otro hombre mayor de edad, de pelo blanco, muy delgado y con la piel curtida, cuya cabeza está coronada por una gorra deportiva de colores fuertes los observa de pie con un ejemplar del diario Zero Hora abierto en sus manos. A su lado veo dos sillas de plástico, éstas de color blanco, con almohadones, que han sido colocadas en la vereda de cara a la calle y parecen cumplir una función semejante a la del banco de plaza de la peluquería.
Llegando a la esquina, un edificio con el frente cubierto de rejas y al lado, la sede de una Universidad privada que no tiene rejas pero sí un guardia de seguridad con uniforme y cara de pocos amigos. Doblando apenitas, el otro acceso al lavadero y un puesto callejero de comida “rápida” (panchos, pasteles fritos) que ya está en plena actividad y completa el abanico de actividades comerciales y de servicios que se despliega en la cuadra (al que se suma, los fines de semana, la venta de antigüedades y objetos usados en la plaza).
Justo en la esquina, la garita que marca la parada de colectivos con su circulación de personas que esperan, estudiantes con sus mochilas con el logo de la UFRGS , una mujer apurada que lleva de la mano a una nena de unos diez años íntegramente vestida de rosa. Apenas termino de acomodarme en la cola cuando veo aparecer “mi” ómnibus entre el flujo ininterrumpido de vehículos que emerge, en dirección al centro, desde lo alto del viaducto que eleva la avenida Borges de Medeiros por encima del lago de los Açorianos.
Fundo de origem: BIEV/LAS/NUPECS/PPGAS
Fonte: Alternidades populares en los imaginarios y las identidades culturales urbanas
Autor: Ana Cecilia Silva (CONICET, Argentina)
Local: Porto Alegre
Data: Outubro de 2010
Tags: Rapsodia urbana.
Primeros olhares sobre uma "cuadra" de Porto Alegre
De este lado de la vereda y de mis preguntas, junto al edificio, hay una peluquería y “salón de belleza”. Es un local pequeño, con una vidriera en la que se exhiben productos de cosmética y carteles con fotografías de mujeres bellas en los que figura la lista de servicios que se ofrecen. En la vereda, junto a una gran maceta de material, hay un banco “de plaza”, ubicado de espaldas a la calle y mirando hacia la fachada del local. El banco es de madera, con pies de hierro forjado. Hoy hay dos mujeres sentadas, ambas rondando los 40 años. Una de ellas parece ser empleada de la peluquería; lleva un delantal encima de la ropa, pantalones de jean y bastante “bijouterie”. Ha sacado los pies de sus ojotas, que quedaron en el suelo. Estira sus piernas y mueve los pies con movimientos relajatorios, mientras conversa con la otra mujer. La puerta de la peluquería-salón está abierta, y puede verse en su interior a otras mujeres, unas cuatro o cinco, clientas y empleadas, en un clima de distensión. Ninguna parece apurada. Una señora de unos 60 años, con tintura en el cabello, lee el diario de espaldas a la puerta. Reparo en que ese banco en la vereda oficia de espacio de encuentro y sociabilidad femenina, una suerte de apropiación del espacio público como extensión del negocio.
Hago unos pasos más en la misma cuadra y entro ahora en “territorio” masculino: un bar con mesas en la vereda, mesas y sillas de plástico, de un color amarillo estridente, donde suelo ver un grupo de hombres sentados, en diferentes horarios. Las caras cambian pero la escena es la misma: tienen sus “chops” de cerveza en la mesa, conversan, las sillas ligeramente orientadas
En seguida noto que otro punto de encuentro y reunión de varones está funcionando en ese mismo momento al lado, en un garage-lavadero de autos. Un grupo de hombres de distintas edades está conversando de pie en la entrada del establecimiento. Más atrás, otro hombre mayor de edad, de pelo blanco, muy delgado y con la piel curtida, cuya cabeza está coronada por una gorra deportiva de colores fuertes los observa de pie con un ejemplar del diario Zero Hora abierto en sus manos. A su lado veo dos sillas de plástico, éstas de color blanco, con almohadones, que han sido colocadas en la vereda de cara a la calle y parecen cumplir una función semejante a la del banco de plaza de la peluquería.
Llegando a la esquina, un edificio con el frente cubierto de rejas y al lado, la sede de una Universidad privada que no tiene rejas pero sí un guardia de seguridad con uniforme y cara de pocos amigos. Doblando apenitas, el otro acceso al lavadero y un puesto callejero de comida “rápida” (panchos, pasteles fritos) que ya está en plena actividad y completa el abanico de actividades comerciales y de servicios que se despliega en la cuadra (al que se suma, los fines de semana, la venta de antigüedades y objetos usados en la plaza).
Justo en la esquina, la garita que marca la parada de colectivos con su circulación de personas que esperan, estudiantes con sus mochilas con el logo de la UFRGS , una mujer apurada que lleva de la mano a una nena de unos diez años íntegramente vestida de rosa. Apenas termino de acomodarme en la cola cuando veo aparecer “mi” ómnibus entre el flujo ininterrumpido de vehículos que emerge, en dirección al centro, desde lo alto del viaducto que eleva la avenida Borges de Medeiros por encima del lago de los Açorianos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Formas de sociabilidad y ocupación del espacio en una “cuadra” de la Avenida Borges de Medeiros - Parte 1
Apresentação: Fragmento de diario de campo que presenta las primeras observaciones de una aprendiz de etnógrafa sobre las interacciones cotidianas de las personas que viven y trabajan en una calle del centro de Porto Alegre
Fundo de origem: BIEV/LAS/NUPECS/PPGAS
Fonte: Alternidades populares en los imaginarios y las identidades culturales urbanas
Autor: Ana Cecilia Silva (CONICET, Argentina)
Local: Porto Alegre
Data: Outubro de 2010
Tags: Rapsodia urbana.
Primeros olhares sobre uma "cuadra" de Porto Alegre
Son las 9 y media de la mañana y salgo a la calle desde el edificio en el que estoy parando, cerca del centro; “perto de todo” me dicen acá. El día está apenas tibio, hará unos 18 grados y un viento intermitente trae y lleva sonidos y olores. [...]
Voy caminando por la calle Cel. Genuíno hacia la avenida Borges de Medeiros, para tomar el colectivo que me llevará al campus de la Universidad. La vereda está ocupada por andamios, bolsas de material y “medias sombras” que cuelgan del frente del edificio. Están haciendo arreglos en la fachada, y los golpes y martillazos de los albañiles trabajando se suman al paisaje sonoro de esa esquina: ruido de motores, vehículos en marcha, alguna bocina, voces que se acercan y se alejan, de vez en cuando un grito de los obreros, también ruidos de obra más lejanos que vienen de algún otro edificio del otro lado de la avenida. La experiencia también es olfativa: bocanadas de un olor acre y complejo, mezcla de orines de antigüedad variable que a su vez le dan cierta viscosidad a las veredas,
grasa de motores, combustible y basura alternan con el perfume de árboles y plantas y el olor a comida que emerge de bares y puestos “al paso”.
La plaza de enfrente está parcialmente oculta detrás de un cerco de vehículos. En esta esquina he observado que paran varios fleteros, con sus camionetas, vehículos utilitarios con sus carteles de madera, pintados a mano, ofreciendo servicio de traslados y mudanzas; otros dicen solamente “frete”. Detrás de ellos asoma la vegetación frondosa de la plaza, las hamacas y juegos para niños, de madera, pintados de colores brillantes.
Del otro lado de la plaza se encuentra la parada de taxis, una construcción de madera con techo “a dos aguas” junto a la cual se puede ver la hilera de autos pintados de su característico color naranja. Algunos choferes conversan de pie en la vereda, toman mate, mientras esperan a los pasajeros. A esta hora ya no está la mujer joven que desde algunas noches he notado que duerme regularmente en la plaza, con un perrito negro, en un colchón y cubierta con mantas de los pies a la cabeza. He leído, en un trabajo de la Universidad sobre esta misma esquina, que se referían a esta plaza como territorio “de nadie”. Parece que esta mujer y otros dos hombres que también suelen dormir ahí son esos “nadies” que efectúan a diario, cada noche, el gesto de ocupación y apropiación de ese espacio público que les ha sido sustraído estructuralmente, expulsando a los otros/as (¿los “alguien?) que los esquivan, cruzan de calle, desvían la mirada entre el miedo y la indiferencia. Tensiones invisibilizadas por la luz de la mañana, de la que se han ido la mujer y el perrito negro y su colchón y sus mantas.
Fundo de origem: BIEV/LAS/NUPECS/PPGAS
Fonte: Alternidades populares en los imaginarios y las identidades culturales urbanas
Autor: Ana Cecilia Silva (CONICET, Argentina)
Local: Porto Alegre
Data: Outubro de 2010
Tags: Rapsodia urbana.
Primeros olhares sobre uma "cuadra" de Porto Alegre
Son las 9 y media de la mañana y salgo a la calle desde el edificio en el que estoy parando, cerca del centro; “perto de todo” me dicen acá. El día está apenas tibio, hará unos 18 grados y un viento intermitente trae y lleva sonidos y olores. [...]
Voy caminando por la calle Cel. Genuíno hacia la avenida Borges de Medeiros, para tomar el colectivo que me llevará al campus de la Universidad. La vereda está ocupada por andamios, bolsas de material y “medias sombras” que cuelgan del frente del edificio. Están haciendo arreglos en la fachada, y los golpes y martillazos de los albañiles trabajando se suman al paisaje sonoro de esa esquina: ruido de motores, vehículos en marcha, alguna bocina, voces que se acercan y se alejan, de vez en cuando un grito de los obreros, también ruidos de obra más lejanos que vienen de algún otro edificio del otro lado de la avenida. La experiencia también es olfativa: bocanadas de un olor acre y complejo, mezcla de orines de antigüedad variable que a su vez le dan cierta viscosidad a las veredas,
La plaza de enfrente está parcialmente oculta detrás de un cerco de vehículos. En esta esquina he observado que paran varios fleteros, con sus camionetas, vehículos utilitarios con sus carteles de madera, pintados a mano, ofreciendo servicio de traslados y mudanzas; otros dicen solamente “frete”. Detrás de ellos asoma la vegetación frondosa de la plaza, las hamacas y juegos para niños, de madera, pintados de colores brillantes.
Del otro lado de la plaza se encuentra la parada de taxis, una construcción de madera con techo “a dos aguas” junto a la cual se puede ver la hilera de autos pintados de su característico color naranja. Algunos choferes conversan de pie en la vereda, toman mate, mientras esperan a los pasajeros. A esta hora ya no está la mujer joven que desde algunas noches he notado que duerme regularmente en la plaza, con un perrito negro, en un colchón y cubierta con mantas de los pies a la cabeza. He leído, en un trabajo de la Universidad sobre esta misma esquina, que se referían a esta plaza como territorio “de nadie”. Parece que esta mujer y otros dos hombres que también suelen dormir ahí son esos “nadies” que efectúan a diario, cada noche, el gesto de ocupación y apropiación de ese espacio público que les ha sido sustraído estructuralmente, expulsando a los otros/as (¿los “alguien?) que los esquivan, cruzan de calle, desvían la mirada entre el miedo y la indiferencia. Tensiones invisibilizadas por la luz de la mañana, de la que se han ido la mujer y el perrito negro y su colchón y sus mantas.
domingo, 21 de novembro de 2010
BIEV no curso de Museologia da UFPA
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Rede Social de Inserção Profissional dos Despachantes na Área do Trânsito em POA
Apresentação: As informações para a construção da rede social de inserção profissional dos despachantes na área do trânsito foram retiradas de diários de campo e entrevistas não-diretivas (THIOLLANT, 1987) realizadas com informantes principais. Apresento essa rede para pensar o que levou meus interlocutores a entrar na área do trânsito, visto que, a profissão de despachante não era regularizada e não tinha um curso de especialização até 2002, portanto, era uma profissão especifica que dependia de um conhecimento burocrático especifico e que, segundo informantes, foi adquirido no cotidiano da antiga região dos despachantes na Freitas de Castro.
Fundo de Origem: BIEV/LAS/PPGAS/NUPACS-UFRGS
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporânea. CAPES. 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Marize Schons. Bolsista de Iniciação Científica PROBIC/FAPERGS, Priscila Farfan Barroso (Orientação), Viviane Vedana (Supervisão).
Data: 3 de outubro de 2010.
Local: Rua Freitas de Castro, Bairro Santana. Porto Alegre-RS
Tags: Rede Social de Trabalho
A hipótese que pe
rpetuou durante toda a realização da rede de inserção dos despachantes no campo profissional do trânsito foi a relação de parentesco associada a uma passagem de saberes e fazeres de pai para filho, e assim por diante. Não necessariamente apenas para a profissão de despachante, mas para a área do trânsito em geral como, por exemplo, emplacamento de carros e prestação de serviço nas novas instituições do DETRAN. Junior que emplaca carros e Patrícia que trabalha no escritório de despachante de sua mãe; são filhos de Marlene e Luiz e inseriram-se no trânsito pelo trabalho dos pais. Assim como Luiz que começou a trabalhar como despachante depois do casamento com Marlene em 1973. Gustavo e Cristiane, filhos de Odir, trabalharam respectivamente no Conselho Estadual dos Despachantes e no Centro de Registro de Automotores Zona Sul. Roger, filho de Robinson, trabalha como vendedor de carros; e Hichard trabalhou com o pai nos anos 90, mas hoje é professor de Educação Física. Portanto, nesses casos analisados, os filhos não assumem uma posição oficial de despachante credenciado, mas dentro de um campo de possibilidade (VELHO, 2007) inserem-se profissionalmente em outras áreas burocráticas ou comerciais do trânsito. Através de uma foto tirada no final dos anos 80, durante uma viagem promovida pelo sindicato com um grupo de despachantes pelo litoral do Rio Grande do Sul, apresento alguns informantes e seus filhos compartilhando uma situação de lazer, relacionando-se fora do ambiente de trabalho e além dos seus respectivos núcleos família.

Referências
ECKERT, Cornelia e ROCHA, Ana Luiza Carvalho. Etnografia de Rua: Estudo de Antropologia Urbana. Rio Grande do Sul. ILUMINURAS, Vol. 4, No 7. 2003.
THIOLLENT. Michel J. M. Crítica Metodológica investigação social e Enquete Operária. Editora Polis. 5ª Edição 1987.
VELHO, Gilberto (org.) Rio de Janeiro: cultura, política e conflito. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed. 2007.
Fundo de Origem: BIEV/LAS/PPGAS/NUPACS-UFRGS
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporânea. CAPES. 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.
Autor: Marize Schons. Bolsista de Iniciação Científica PROBIC/FAPERGS, Priscila Farfan Barroso (Orientação), Viviane Vedana (Supervisão).
Data: 3 de outubro de 2010.
Local: Rua Freitas de Castro, Bairro Santana. Porto Alegre-RS
Tags: Rede Social de Trabalho
A hipótese que pe
Referências
ECKERT, Cornelia e ROCHA, Ana Luiza Carvalho. Etnografia de Rua: Estudo de Antropologia Urbana. Rio Grande do Sul. ILUMINURAS, Vol. 4, No 7. 2003.
THIOLLENT. Michel J. M. Crítica Metodológica investigação social e Enquete Operária. Editora Polis. 5ª Edição 1987.
VELHO, Gilberto (org.) Rio de Janeiro: cultura, política e conflito. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed. 2007.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
BIEV 2004
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Um Banco e Suas Imagens
Apresentação: Em uma das primeiras saídas à campo me coloco como observador de um quadro, nele não há nada do que um dia pode se chamar de cinema, apenas há um vão de um estacionamento. Ainda com uma fantasia na cabeça saí a procura de alguem que me "daria a pesquisa" facilitando a minha etnografia.
Fundo de Origem: BIEV/LAS/NUPECS/PPGAS
Fonte: Pesquisa antropológica com processos de modelização da memória coletiva e de extroversão de acervos – CNPq (ALCR)
Autor: Pedro da Rocha Paim – bolsista BIT CNPq
Data: 19/05/10
Local: Bairro Bom Fim
Tags: Tecendo a Observação Participante
Minha caminhada começa realmente quando passo pelo viaduto ali da Mariante, essa é a demarcação física que eu pensei já que não tenho a mínima idéia de onde começa ou termina o Bom Fim. Caminho pela calçada da direita de que vai para o centro, o chão como sempre sujo e sempre com muitos carros, passo pela Ramiro e já começo a sentir o cheiro de comércio crescendo, lojas de vários tipos como de sapatos e/ou roupas.
Passando pelo HPS o movimento começa a aumentar, vendedores de rua começam a aparecer nas calçadas, eles vendem de tudo (igual as lojas) luvas, cachecóis, capas para celular, pulseiras, rádios.... Estou no que chamo de Bom Fim da Osvaldo uma área que de um lado há um parque (caindo aos pedaços à primeira vista) e do outro uma série de lojas e estacionamentos. É o que o Baltimore se tornou, um estacionamento gigantesco, e já que é ele que eu quero pesquisar atravessei a rua e sentei no mesmo banco da primeira vez, o banco fica na frente do campo de futebol da redenção ele é bem simples e da uma visão muito boa do lugar que era o Baltimore.
Me sento e começo a esperar que alguma santa alma venha aqui se torne o informante chave, tirei algumas fotos de como é a visão de frente para o terreno.

Então em um movimento de quem percebe que ficar parado ali por mais meia hora não dará nada vou até a lancheria do parque em busca de um informante e um café. A lancheria do parque é um lugar bem variado, as pessoas vão para lá desde tomar um café de manhã ou tomar um suco até jantar alguma coisa. Eu estava como já disse pelo café e por um/uma informante, não necessariamente nessa ordem. Como de costume o lugar estava quase cheio, eu entrei e pedi um suco já que me lembrei que o suco ali é muito bom e já ajuda a começar algum bate-papo, quanta ingenuidade, o cara que me serviu não esperou nem o obrigado... saiu correndo para atender um grupo que estava sentado em uma mesa. Tomei meu suco e saí para voltar ao meu já conhecido banco, nele já estava uma mulher chamada Neusa, ela estava de cabelo preso e com roupas simples, me sentei ao lado dela e puxei a câmera, tirei algumas fotos do que há atrás de mim, do campo de futebol e ela me perguntou o que estava fazendo. Tentei explicar sobre a faculdade e perguntei o nome dela e se trabalhava por aqui. Ela disse que era Neusa e que trabalhava como faxineira no Centro, perguntei se ela morava no Bom Fim e ela disse que estava ali apenas para se encontrar com uma amiga e que morava no Bom Jesus, eu comentei sobre a minha dificuldade de achar alguém para me falar de suas experiências e ela apenas brincou “se tu fazer isso sobre o Bom Jesus eu te ajudo”. Peguei meu caderno para anotar a citação que acabei de fazer e tirei mais umas fotos, enquanto isso a amiga de Neusa chegou e ela se despediu.
Depois que Neusa saiu fiquei pensando sobre esses pequenos bate-papos que tenho nas vezes que fui para aquele banco, todos tem em comum que as pessoas sentam ali para passar o tempo, para fazer nada talvez eu que esteja procurando no lugar errado, a posição é boa porque estou de frente para o terreno que era o Baltimore mas acho difícil encontrar alguém que tenha essa relação com o Bom Fim e muito menos com o antigo cinema. Essa era a segunda vez que fui sentar naquele banco e para não ser em vão eu fiquei ali durante uns dez minutos pensando em algo interessante de se pensar ou escrever... não cheguei em nada apenas uma idéia de que da próxima vez viria em um horário diferente, não mais de manhã mas sim de tarde.
Fundo de Origem: BIEV/LAS/NUPECS/PPGAS
Fonte: Pesquisa antropológica com processos de modelização da memória coletiva e de extroversão de acervos – CNPq (ALCR)
Autor: Pedro da Rocha Paim – bolsista BIT CNPq
Data: 19/05/10
Local: Bairro Bom Fim
Tags: Tecendo a Observação Participante
Minha caminhada começa realmente quando passo pelo viaduto ali da Mariante, essa é a demarcação física que eu pensei já que não tenho a mínima idéia de onde começa ou termina o Bom Fim. Caminho pela calçada da direita de que vai para o centro, o chão como sempre sujo e sempre com muitos carros, passo pela Ramiro e já começo a sentir o cheiro de comércio crescendo, lojas de vários tipos como de sapatos e/ou roupas.
Passando pelo HPS o movimento começa a aumentar, vendedores de rua começam a aparecer nas calçadas, eles vendem de tudo (igual as lojas) luvas, cachecóis, capas para celular, pulseiras, rádios.... Estou no que chamo de Bom Fim da Osvaldo uma área que de um lado há um parque (caindo aos pedaços à primeira vista) e do outro uma série de lojas e estacionamentos. É o que o Baltimore se tornou, um estacionamento gigantesco, e já que é ele que eu quero pesquisar atravessei a rua e sentei no mesmo banco da primeira vez, o banco fica na frente do campo de futebol da redenção ele é bem simples e da uma visão muito boa do lugar que era o Baltimore.
Me sento e começo a esperar que alguma santa alma venha aqui se torne o informante chave, tirei algumas fotos de como é a visão de frente para o terreno.
Então em um movimento de quem percebe que ficar parado ali por mais meia hora não dará nada vou até a lancheria do parque em busca de um informante e um café. A lancheria do parque é um lugar bem variado, as pessoas vão para lá desde tomar um café de manhã ou tomar um suco até jantar alguma coisa. Eu estava como já disse pelo café e por um/uma informante, não necessariamente nessa ordem. Como de costume o lugar estava quase cheio, eu entrei e pedi um suco já que me lembrei que o suco ali é muito bom e já ajuda a começar algum bate-papo, quanta ingenuidade, o cara que me serviu não esperou nem o obrigado... saiu correndo para atender um grupo que estava sentado em uma mesa. Tomei meu suco e saí para voltar ao meu já conhecido banco, nele já estava uma mulher chamada Neusa, ela estava de cabelo preso e com roupas simples, me sentei ao lado dela e puxei a câmera, tirei algumas fotos do que há atrás de mim, do campo de futebol e ela me perguntou o que estava fazendo. Tentei explicar sobre a faculdade e perguntei o nome dela e se trabalhava por aqui. Ela disse que era Neusa e que trabalhava como faxineira no Centro, perguntei se ela morava no Bom Fim e ela disse que estava ali apenas para se encontrar com uma amiga e que morava no Bom Jesus, eu comentei sobre a minha dificuldade de achar alguém para me falar de suas experiências e ela apenas brincou “se tu fazer isso sobre o Bom Jesus eu te ajudo”. Peguei meu caderno para anotar a citação que acabei de fazer e tirei mais umas fotos, enquanto isso a amiga de Neusa chegou e ela se despediu.
Depois que Neusa saiu fiquei pensando sobre esses pequenos bate-papos que tenho nas vezes que fui para aquele banco, todos tem em comum que as pessoas sentam ali para passar o tempo, para fazer nada talvez eu que esteja procurando no lugar errado, a posição é boa porque estou de frente para o terreno que era o Baltimore mas acho difícil encontrar alguém que tenha essa relação com o Bom Fim e muito menos com o antigo cinema. Essa era a segunda vez que fui sentar naquele banco e para não ser em vão eu fiquei ali durante uns dez minutos pensando em algo interessante de se pensar ou escrever... não cheguei em nada apenas uma idéia de que da próxima vez viria em um horário diferente, não mais de manhã mas sim de tarde.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Formulário Captação de Som - Parte 1
Apresentação: Esta é uma ficha de avaliação da qualidade da gravação sonora em campo, nesta caso, uma entrevista com a principal informante da pesquisa. A vendedora ambulante escolheu a Praça de Alimentação num “lojão” do Centro de Porto Alegre para ser entrevistada, e por isso é importante avaliar o resultado da captação do som a fim de ter controle da qualidade do material que será editado.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Projeto Coleções etnográficas, itinerários urbanos e patrimônio etnológico: a criação de um museu virtual. – FAPERGS/CNPq (ALCR)
Autor: Priscila Farfan Barroso (Bolsista de IC/FAPERGS)
Local: Porto Alegre/RS
Data: 09 de outubro de 2007
Tags: Decupagem
FORMULÁRIO DE CAPTAÇÃO DE SONS
BIEV/UFRGS
1) Dados de Identificação:
Local: 2ª andar do Center Shop, na Rua Rui Barbosa próximo a Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Data (mês/ano): 15 de outubro de 2008
Hora: Entre 12:00 e 13:00 horas
Pesquisador: Priscila Farfan Barroso
Situação: Entrevista com Maria, camelô antiga
2) Equipamentos utilizados:
(x) Microfone (tipo e modelo): omnidirecional
(x) Gravador (tipo e modelo): MD
( ) Manopla (tipo e modelo: _________________________________________
( ) Outros (tipo e modelo:___________________________________________
3) Descrição do espaço (acústica):
(aberto, fechado, forma, pessoas, prédios, carros, etc.)
O Center Shop é um espaço fechado, e se constitui de variadas repartições dentro do mesmo espaço. Eu e Maria estávamos no 2ª andar, onde fica a Praça de Alimentação, como era horário de almoço havia algumas pessoas almoçando, mas não estava muito movimentado. O burburinho de conversa era fraco, entretanto naquele andar havia uma música ambiente, talvez na freqüência de alguma rádio da cidade, que soava ao fundo no local da entrevista. Mesmo que estivéssemos num canto da Praça da Alimentação, havia movimentos de pessoas em direção a uma porta que só podia entrar funcionários, e também garçons que limpavam a mesa quando algum cliente saia. Ainda que o local fosse um “lojão”, tinha certo silêncio em que a entrevista poderia ser realizada, e de alguma forma a constituição da voz de Margarete confluindo com a ambiência do lugar configuraria uma estética de classe popular.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Projeto Coleções etnográficas, itinerários urbanos e patrimônio etnológico: a criação de um museu virtual. – FAPERGS/CNPq (ALCR)
Autor: Priscila Farfan Barroso (Bolsista de IC/FAPERGS)
Local: Porto Alegre/RS
Data: 09 de outubro de 2007
Tags: Decupagem
FORMULÁRIO DE CAPTAÇÃO DE SONS
BIEV/UFRGS
1) Dados de Identificação:
Local: 2ª andar do Center Shop, na Rua Rui Barbosa próximo a Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Data (mês/ano): 15 de outubro de 2008
Hora: Entre 12:00 e 13:00 horas
Pesquisador: Priscila Farfan Barroso
Situação: Entrevista com Maria, camelô antiga
2) Equipamentos utilizados:
(x) Microfone (tipo e modelo): omnidirecional
(x) Gravador (tipo e modelo): MD
( ) Manopla (tipo e modelo: _________________________________________
( ) Outros (tipo e modelo:___________________________________________
3) Descrição do espaço (acústica):
(aberto, fechado, forma, pessoas, prédios, carros, etc.)
O Center Shop é um espaço fechado, e se constitui de variadas repartições dentro do mesmo espaço. Eu e Maria estávamos no 2ª andar, onde fica a Praça de Alimentação, como era horário de almoço havia algumas pessoas almoçando, mas não estava muito movimentado. O burburinho de conversa era fraco, entretanto naquele andar havia uma música ambiente, talvez na freqüência de alguma rádio da cidade, que soava ao fundo no local da entrevista. Mesmo que estivéssemos num canto da Praça da Alimentação, havia movimentos de pessoas em direção a uma porta que só podia entrar funcionários, e também garçons que limpavam a mesa quando algum cliente saia. Ainda que o local fosse um “lojão”, tinha certo silêncio em que a entrevista poderia ser realizada, e de alguma forma a constituição da voz de Margarete confluindo com a ambiência do lugar configuraria uma estética de classe popular.
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