terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Equipamento e a Equipe

Apresentação: O acervo em vídeo do BIEV do projeto “Poeira do Tempo” é formado por gravações de saídas de campo de alguns dos orientandos das professoras Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornelia Eckert, cujos projetos tinham como informantes alguns migrantes das regiões rurais do Rio Grande do Sul. Estas gravações possuíam não apenas entrevistas e imagens dos locais, mas também são ricas de momentos de preparação da equipe, seja o trajeto até o local da gravação ou o trato com o equipamento, e de interação entre os pesquisadores e os informantes. Os vídeos a seguir são uma amostra destes momentos e foram gravados no cemitério da cidade de Cruz Alta, onde a equipe foi guiada pelos coveiros Olívio e Jorge; e na cidade de Vicente Dutra, na preparação para a entrevista do Sr. Salvador e de sua esposa Ligia.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Etnografias urbanas e coleções etnográficas das memórias dos itinerários de velhos migrantes rurais na cidade (ALCR)
Autor: Ana Luiza Carvalho da Rocha (Bolsa Produtividade em Pesquisa CNPq); Rafael Devos (IC CNPq); Patrick Barcelos (Bolsista IC FAPERGS);
Local: Cruz Alta/RS e Vicente Dutra/RS
Data: 20 de janeiro e 02 de julho de 1999
Tags: Os bastidores do trabalho de campo





segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Etnografia da etnografia: a estrada e o chimarrão

Apresentação: O acervo em vídeo do projeto “Poeira do Tempo” é formado por gravações de saídas de campo de alguns dos orientandos das professoras Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornelia Eckert, cujos projetos tinham como informantes alguns migrantes das regiões rurais do Rio Grande do Sul. Estas gravações possuíam não apenas entrevistas e imagens dos locais, mas também são ricas de momentos de preparação da equipe, seja o trajeto até o local da gravação ou o trato com o equipamento, e de interação entre os pesquisadores e os informantes. Os vídeos a seguir são uma amostra destes momentos e foram gravados durante um trajeto de carro na cidade de Vicente Dutra; e na entrevista com Dona Maria, moradora da cidade.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Etnografias urbanas e coleções etnográficas das memórias dos itinerários de velhos migrantes rurais na cidade (ALCR)
Autor: Ana Luiza Carvalho da Rocha (Bolsa Produtividade em Pesquisa CNPq); Rafael Devos (IC CNPq); Patrick Barcelos (Bolsista IC FAPERGS);
Local: Vicente Dutra/RS
Data: 20 e 21 de janeiro de 1999
Tags: Os bastidores do trabalho de campo


sábado, 12 de setembro de 2009

Encontrando o meio tom na entrevista

Apresentação: Depois de entrevistar a “camelô antiga” (com foco na trajetória social), a aprendiz de antropóloga avalia a negociação entre suas falas e percebe que certa ansiedade atrapalhou na escuta da informante.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Projeto Coleções etnográficas, itinerários urbanos e patrimônio etnológico: a criação de um museu virtual. – FAPERGS/CNPq (ALCR)
Autor: Priscila Farfan Barroso. Bolsista IC/FAPERGS
Data de produção: 15/10/2008
Tags: Os Bastidores do Trabalho de Campo


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

No ônibus, uma pequena história...

Apresentação: Nesse trecho do diário, Rafael viaja por tempos diferentes enquanto faz o trajeto de ônibus, observando algumas situações que não estão no local de seu campo, mas no deslocamento até ele.
Fundo de Origem: BIEV/LAS/PPGAS/UFRGS
Fonte: Coleção Projeto: Itinerários urbanos, memória coletiva e sociabilidades no mundo contemporâneo - CNPq (ALCReCE)
Autor: Rafael Devos - Bolsista AT/CNPq
Local: Ônibus São Francisco - Porto Alegre/RS
Data de Produção: 28 de abril de 2001
Tags: Interiores da Escrita Etnográfica


Tudo isso na minha cabeça me fazia pensar que minha etnografia vai ser bem mais intensa do que tomar cafezinho com as velinhas. Mas as vovós tem muito a me dizer, e foi isso que fui fazer hoje. No ônibus, uma pequena história. Peguei o São Francisco, ônibus mais caro, intermunicipal. O bus não estava cheio, algumas pessoas sentadas, com um jeito de quem retorna pra casa. O motorista arranca e um homem de camisa, gravata e paletó, evidentemente muito “fuleiro” na vestimenta, levanta-se e pede a atenção. Diz que tem paralisia infantil, e realmente fala com dificuldades, enrola a língua e não parece bebum. Com uma expressão suplicante, pede que comprem pipoquinhas por R$1,00, para ele poder sustentar a família, porque não tem trabalho para quem é doente. Silêncio no ônibus, as pessoas olham para as janelas, outras lhe dirigem um olhar desatento, como se ele fosse transparente. Eu dirijo esse olhar, por um instante o olho nos olhos, desvio e lembro que o via, há uns 2 ou 3 anos atrás, nos ônibus da zona sul, dizendo que tinha AIDS e pedindo ajuda. Lembrei pelo jeito como se humilhava. Quando ele conseguiu convencer um sujeito a comprar pipoca pros filhos, que nem tinham cara de que queriam pipoca, um velho de uns 80 anos, sentado no banco da frente comenta com o motorista algo sobre trabalho, que o miserável tem dinheiro pra gravatinha. O miserável vira para o velho. E o que que tem se eu uso uma gravata de 1,99? Se eu tivesse com uma arma lhe assaltando o senhor não ia reclamar da minha roupa. O velho. Eu tava falando era do meu neto que é cego, surdo e me ajuda. O miserável olha derrotado pro resto dos passageiros, vê que não vai vender mais nada e desce na parada seguinte, não sem antes resmungar que não tem família que cuide dele, que ele é que precisa cuidar dos outros. O velho o encara firme, o coitado desce e o velho segue encarando o miserável que vai ficando pra trás até sumir da visão. O ônibus percorre a Farrapos e os comentários percorrem o ônibus. Vai trabalhar. Vai cortar grama. Trabalho tem.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Roteiro de Saida de Campo - Terminal Conceição

Apresentação: Questionamentos que levam a aprendiz de etnógrafa a campo. Conceitos e dispositivos pensados antes de uma saída de campo. É o roteiro que orienta uma futura ida a campo, é a partir dele que a aprendiz de etnógrafa pode pensar em possíveis situações que poderão ocorrer em campo e nas diferentes maneiras de lidar com elas antropologicamente.
Fundo de Origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Cidade e Memória: a cultura do trânsito em Porto Alegre, RS.
Autor: Luciana Tubello Caldas – Bolsista de IC/CNPq
Local: Centro-Porto Alegre/RS
Data de produção: 10/08/2009
Tags: Os Bastidores do Trabalho de Campo