quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ruben Oliven - Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos

Apresentação: Palestra Prof. RUBEN OLIVEN
I Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos-15 a 17 de março de  2011
Organização: BIEV, NAVISUAL, NUPECS
Coordenação: Cornelia Eckert/Ana Luiza Carvalho da Rocha
Edição (2012/13): Ana Paula Parodi Eberhardt-PROBIC-FAPERGS 
Local: Porto Alegre/RS
Realização: UFRGS, IFCH, PPGAS

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gilberto Velho - Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos

Apresentação: Palestra Prof. GILBERTO VELHO
I Ciclo Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos-15 a 17 de março de  2011
Organização: BIEV, NAVISUAL, NUPECS
Coordenação: Cornelia Eckert/Ana Luiza Carvalho da Rocha
Edição (2012/13): Ana Paula Parodi Eberhardt-PROBIC-FAPERGS 
Local: Porto Alegre/RS
Realização: UFRGS, IFCH, PPGAS


domingo, 14 de outubro de 2012

Cidade, Imagem e Trabalho: uma etnografia da memória dos ferroviários aposentados de Porto Alegre

Apresentação: Este texto foi apresentado no XXIII Salão de Iniciação Científica, pelo bolsista Yuri Rapkiewicz.
Fundo de Origem: 
BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.

Autor: Yuri Rapkiewicz. Bolsista de Iniciação Científica. PIBIC/CNPq. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data:
 01 de Outubro de 2012.

Tags: Por Onde Andamos
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No cotidiano da Burocracia: Estudo etnográfico sobre a relação entre indivíduos e a modernização do Departamento de Trânsito no Rio Grande do Sul.

Apresentação: Este texto foi apresentado no XXIII Salão de Iniciação Científica, pela bolsista Marize Schons.
Fundo de Origem: 
BIEV/ LAS/ NUPECS/ PPGAS.
Fonte: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporâneo. CAPES 2009. Coordenação Dr. Cornelia Eckert.

Autor: Marize Schons. Orientadora Dr. Cornelia Eckert.
Local: Porto Alegre.
Data:
 03 de Outubro de 2012.

Tags: Por Onde Andamos
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Expondo a interioridade

Apresentação: Este trecho de diário de campo busca expor toda a interioridade sentida pela aprendiz de etnográfa ao realizar esta saída de campo.
Fundo de Origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção do Projeto Habitantes do Arroio
Autor: Renata Tomaz do Amaral Ribeiro – Discente Voluntária
Local: Rua Beco dos Marianos, Bairro Agronomia, Porto Alegre/RS.
Data: 2010
Tags: Os Interiores da Escrita Etnográfica

Parei em frente à associação de moradores, mas não havia ninguém por lá. Observei-a com calma, coisa que nunca havia feito antes. Estava deserta. Percebi que a sede era um grande galpão de madeira, com um campinho de futebol de chão batido e um antigo equipamento de elevar carros durante as manutenções, que anteriormente, assim como o galpão, pertencia à CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica. Ainda em frente à associação na Rua Beco dos Marianos, me virei para trás e lembrei a bela paisagem que Luna e eu havíamos visto em outra oportunidade naquele local. Porque sou baixinha, tive que subir em uma pedra de barro lá existente.

Fiquei extasiada com a imensidão e com a beleza do que eu estava vendo. Apreciei por alguns minutos aquele momento de imponência e grandiosidade. Lá do alto tudo estava tão pequeno, era como se eu pudesse pegar Porto Alegre em minhas mãos. Foi uma experiência sentida com a alma. Era como se meus olhos estivessem desvendando um gigantesco quadro em aquarela. Um céu todo azul, pintado no fundo da tela e enormes prédios, vistos lá do alto, tão pequeninos que pareciam ter sido delineados pelas mãos de um artista. Extensas avenidas como a Av. Ipiranga e a Bento Gonçalves naquele momento cabiam inteiras no meu campo de visão. Do topo do morro, eu conseguia percorrê-las mais rápido que um automóvel, ou do que qualquer outra tecnologia, meu olhos chegavam ao centro da cidade em frações de segundos. Como se não bastasse o autor dessa aquarela foi bastante crítico, pois não se esqueceu de também esboçar na sua obra, “as margens da sociedade”.
Desci da pedra de barro e continuei meu trajeto. Enquanto caminhava em direção à avenida, comecei a ouvir uma batida, um som conhecido. Era da Banda Nirvana: “With the lights out it's less dangerous” vindo de uma casa de alvenaria, sem reboco e com as janelas abertas. Ao ouvir aquela música, logo me lembrei de quando eu era menina, pois adorava “Smells Like Teen Spirit”, o título da melodia que estava tocando naquele momento. Continuei meu trajeto e aos poucos aquele som foi diminuido até desaparecer ao confundir-se com o barulho dos automóveis que passavam pela Av. Bento Gonçalves, um pouco mais adiante.
Rapidamente eu já estava no pé do morro, a caminho da faculdade de Agronomia. Como diz aquele ditado: “para descer todo santo ajuda”. Chegando ao destino, fui em direção ao portão que cerca o arroio. Observei-o: a mata ciliar era mais evidente e o cheiro de esgoto, bastante forte. O ambiente na faculdade estava calmo e por isso foi possível também ouvir a água do arroio correndo lentamente. Mas não me demorei muito e fui-me embora, porque ainda deveria ir ao Instituto. Em direção à parada do ônibus ia pensando: “os primeiros estudantes da Faculdade de Agronomia devem ter aproveitado as águas do arroio, nos dias quentes de verão para se refrescarem”.

Indicação de textos que de alguma forma perpassam a questão da interioridade:

• A Poética do Espaço de Gaston Bachelard;
• A interioridade da experiência temporal do antropólogo
como condição da produção etnográfica de Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornelia Eckert;
• Antropologia das formas sensíveis: entre o visível e o invisível, a floração de símbolos de Ana Luiza Carvalho da Rocha.