terça-feira, 18 de agosto de 2009

Roteiro de Entrevista - Da Várzea ao Dom da Palavra

Apresentação: A entrevista será com um senhor de cerca de 60 anos, de cabelos grisalhos e riso fácil. Possui uma estatura média, uma barriga avantajada e sua voz já é um sinal de sua ironia. Em todos os momentos em que lhe falava da filmagem, ele se mostrava muito disposto a me contar a “história inteirinha” do Murialdo, sobre o bairro e sobre os times do local. A minha idéia, para começar a entrevista, se for em sua casa, é começar a perguntar sobre sua trajetória no bairro. Acredito que ele tenha nascido ali naquela zona, mas é importante saber quando que ele se deu conta que fazia parte do bairro e tinha um pertencimento com o local.
Fundo de Origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: TCC Projeto Criação do site do BIEV - CNPq/FAPERGS (ALCR)
Autor: Rafael Martins Lopo – Bolsista PIBIC/CNPq, co-orientação Rafael Devos
Local: Clube de futebol Martins de Lima
Data de produção: 2008
Tags: Os Bastidores do Trabalho de Campo


Bairro, vizinhança e família:
- Mora há quanto tempo no Partenon
- Família morava no bairro?
- Relação com os vizinhos
- Como a família vê o envolvimento com a várzea
- As mulheres costumam acompanhar os jogadores?
- Como a família é vista pelos outros dentro do campo?
- Como as mulheres lidam com essa jocosidade, essa coisa do deboche, da masculinidade, da “coisa de homem”?

Bairro e o futebol:
- Jogava desde pequeno?
- ia à estádios de futebol?
- Quem o levou ao conhecer o futebol?
- Quando se apercebeu da paixão pela várzea?
- Lembra dos times em que jogava?
- como eram os campeonatos?

Bairro, futebol e mudanças:
- O que há de diferente no bairro
- Campos de futebol
- Times
- os campeonatos
- O Martins de Lima
- Os amigos atuais

Envelhecimento, gênero e futebol
- Como participa agora?
- Ainda joga?
- Acompanha os times, os campeonatos da várzea?
- Acompanha o futebol profissional?
- Como é que a várzea tem relação com a cidade?
- Acha que a várzea pode falar sobre a cidade de Porto Alegre?
- O que estes campos podem me dizer sobre o passado?
- Como o senhor vê estas mudanças da cidade?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Aproximando-me dos informantes

Apresentação: Nesses dois trechos de diários de campo, trago os meandros das interações com os vendedores ambulantes que estão trabalhando enquanto a aprendiz de antropologia se esforça para estar entre eles. Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos informantes.
Fundo de origem: BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Projeto "BIEV: a criação de um museu virtual da cidade"
Autor: Priscila Farfan Barroso - Bolsista IC/FAPERGS (ALCR)
Local: Rua Voluntários da Pátria – Porto Alegre - RS
Data de produção: 12/06/2007 e 12/12/2008
Tags: Tecendo a Observação Participante

Perto e longe dos informantes

Um garoto de bicicleta se aproxima de Juca e de Cleber, eles conversam meio escondidos pelo orelhão e riem. Eu vejo o movimento da rua, mas me sinto desconfortável na posição de observadora, apenas torço para Tiago (informante principal) aparecer, pois eu acho que ele não me deixaria ali sozinha. Augusto vende em frente a mim, mas nem me olha, “CD, DVD, CELULAR”, foi muito estranho, pensei que deveria reverter aquela situação o mais rápido possível. Depois, Augusto se afasta e quando ele volta Eduardo está junto. Os dois me observam, e eu apenas cumprimento. Tinha mais um carro da SMIC parado ali, então pergunto “Hoje está difícil hein?”, eles confirmam, mas não me dão muita bola. Como desde o começo do campo estava com vontade de sorvete - porque estava muito quente - lembro que na esquina tem sorvete por um real, comprei e me aproximei de Eduardo, Augusto e mais um ambulante. Perguntei se podia ficar por ali, falei que se queria conhecer sobre eles (vendedores ambulantes) tinha que ficar por ali, não esperei resposta e me posicionei do lado deles. Eduardo tinha um celular preto de abrir e fechar na mão, talvez estivesse vendendo, Augusto anunciava seus produtos, e em meio a cena eu tentava interagir...

Conversa informal

Agradeço e aproveito o momento para conversar com Diego, me aproximo tímida, com receio de atrapalhar as vendas, sei lá, e vou logo perguntando sobre o movimento, ele me responde “Ta meio parado!”, penso que mais tarde seja mais movimentado, ele confirma sem muita ênfase. E então pergunto pelo seu irmão que é cunhado de Luis, Diego é atencioso e diz que ele saiu, pensei que voltasse outro dia, e o rapaz fala da desistência do irmão em relação ao trabalho informal. Pergunto se ele arranjou outro emprego, e Diego confirma sem muitas explicações.
Depois disse que vim outros dias, mas estavam “mais pra frente” e comentei sobre a experiência de fazer a etnografia sonora, para explicar fiz analogia com o vídeo, e perguntei o que ele achava, foi direto “Vai dar um bagulho estranho!”. Achei que Diego não estava muito para papo, falava comigo e olhava para os lados, foi atencioso, mas talvez esperasse mais por uma entrevista do que a conversa informal. Sentei no “meu” degrau, e fiquei observando a relação entre eles.

Trajeto “Caminhos dos sebos e antiquários”

Apresentação: Percurso urbano descrito para o portal da VII Reunião de Antropologia MERCOSUL/RAM, realizada em Porto Alegre, em 2007.
Pontos de interesse: Arquitetura colonial, antiquários e sebos.
Início:
Centro de Porto Alegre, desde a Rua dos Andradas (antiga Rua da Praia)

Fim:
Rua Marechal Floriano, limites do Centro com Cidade Baixa

Duração:
2h, caminhada longa com subidas leves.

Autor:
Thaís Cunegatto
-
Bolsista IC/PIBIC/CNPq
Tags: Rapsódias Urbanas

Contexto

O projeto Caminho dos Antiquários é parte do Viva o Centro, um dos 21 programas estratégicos do governo. Com o objetivo de revitalizar a área central, o espaço que abriga lojas de antiguidades foi transformado em uma grande feira a céu aberto. A Rua Marechal Floriano, entre a Fernando Machado e a Demétrio Ribeiro, é fechada e as lojas colocam seus materiais na rua. O Caminho termina na Praça Daltro Filho, onde a Feira de Antiguidades foi ampliada, recebendo mais de 20 expositores de toda a cidade. O investimento da Prefeitura nesse projeto pretende estimular e desenvolver o turismo e o comércio local, levando a população de volta ao bairro que deu origem a Porto Alegre.

Fotografias



Trajet
ória

Todos os sábados estão reunidas aos antiquários diferentes atrações culturais. A música, o teatro e a cultura local ajudam a contar a história da cidade, tornando o passeio uma festa para toda a família.
Em primeiro lugar pegue qualquer ônibus ou lotação que lhe leve ao Centro da cidade. Peça orientações e chegue a Rua dos Andradas, antiga Rua da Praia. Caminhe até encontrar a Praça da Alfândega, Antiga Praça Senador Florêncio. Pergunte pela Rua da Ladeira, ou a atual General Câmara, tome fôlego e comece a sua subida. Repare na loja Talismã de Cristal com maravilhosas pedras e esculturas provenientes do interior do estado. Nessa rua há uma série de sebos: Beco dos Livros, Estação Cultura e a Livraria Nova Roma (na qual o congressista obtém 20% de desconto apresentando sua credencial).
Chegando na Rua Riachuelo, não deixe de apreciar a Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul e, seguindo em frente, você encontrará mais sebos! O Beco dos Livros, Martins Livreiro, Livraria Mosaico, Editora Vozes (só livros novos), Livraria Província e outro Beco dos Livros. Atravesse a Avenida Borges de Medeiros e continue andando pela Riachuelo, teremos a Livraria Fortunato e Cia., o maravilhoso restaurante Atelier das Massas com sua recheada carta de vinhos e um pouco adiante, novamente temos outro Beco dos Livros e a Livraria Província.Volte um pouco e suba a Rua Marechal Floriano Peixoto, nela você encontrará a Stoned Discos (com discos raros e importados), a Boca do Disco e a muito antiga Livraria Aurora. Dobre à direita na Rua Duque de Caxias e siga até encontrar o viaduto da Borges. Dê uma espiada em todas as direções, tente ver o cais do porto, repare no estilo arquitetônico dos prédios ao redor e atravesse a Duque. Na outra margem podemos enxergar a Avenida Praia de Belas e um pouco do morro da TV. Aviste o Hotel Everest e desça pela escadaria ao seu lado, não deixando de admirar o belo trabalho feito no viaduto e a vista que se tem da Borges e da parte interna do viaduto.

Ao final da escadaria você se deparará com a Rua do Arvoredo, ou melhor, com a atual Rua Coronel Fernando Machado, dobre a esquerda e comece a se deliciar com a maior concentração de antiquários da cidade: Porto dos Casais – Galeria de Arte e Antiquário, Riboli Antiguidades, Ricordo Antiguidades, Antiguidades Cottage e Horizonte da Luz. Dobre para baixo na Rua Marechal Floriano Peixoto e teremos mais lojas de antiguidades: Túnel do Tempo Antiguidades, AG Antiguidades, Ricordo Antiguidades, Mercado Negro Antiguidades, Cogito Antiguidades, Antiques Antiguidades, San Telmo Antiquário, Nando Giuliato Antiquário e Moita Antiquário. Siga pela Rua Coronel Genuíno e atravesse a Avenida Borges de Medeiros, dali você já avistará a antiga Ponte de Pedra. Não perca o por do Sol.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Itinerários do futebol de Várzea: O Parque Ramiro Souto e o time do Flamenguinho


Apresentação: Eis aqui uma parte a mais do percurso percorrido por mim dentro da etnografia sobre alguns times de futebol de várzea da cidade de Porto Alegre. Chegar ao campo do Ramiro Souto, dentro de um grande parque da cidade, a Redenção (Também conhecido como parque Farroupilha), foi importante para pensar nesta circulação de gestos, posturas e palavras que não ocorre somente em lugares periféricos da cidade através do futebol de várzea.
Fundo de Origem:
Acervo do BIEV - BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção Rafael Lopo
Autor: Rafael Lopo, bolsista de IC.
Local: Parque Ramiro Souto
Data de produção: 02/07/2006
Tags: Os Passos Perdidos da Etnografia

Chego na Redenção, no conhecido campo do parque Ramiro Souto. Ali nem todos estão em função dos jogos. Próximo ao campo, há mais de duas quadras, destinadas à prática de diversos esportes. A Redenção é um dos parques mais freqüentados na cidade aos Domingos, e isto já representa uma diferença significativa em relação ao Darcy Azambuja, onde a maioria que vai Domingo pela manhã tem como principal objetivo observar e participar do jogo.

Quando caminho em direção ao palanque onde ficam a maioria dos expectadores dos jogos, passo por essas duas quadras, o barulho vai ficando mais intenso, mas o som parece ser diferente. Os gritos e barulhos não são somente dirigidos aos jogadores da várzea, e os sons dos palpites e reclamações do jogo se misturam com as das quadras de esporte. Perto do palanque, ah ainda uma quadra de cimento onde crianças jogam bola, e ao lado desta, uma quadra de areia onde jovens e adultos jogam vôlei.
Resolvo ficar mais próximo da grade para acompanhar o jogo, e fico olhando para os lados para ver se o “dirigente” do Flamenguinho está por perto. O jogo tem outro ritmo. O campeonato disputado Domingo a tarde na Redenção segue a mesma regra da Intercap, e participa do mesmo “circuito” da prefeitura, onde os dois primeiros de cada praça disputam o municipal, mas a categoria é diferente. A categoria em disputa ali é a livre, onde não há limite mínimo nem máximo e idade. Obviamente, os times mesclam jogadores jovens com experientes, onde cada um tem seu valor e sua função no time. Normalmente os mais jovens jogam na frente, onde a intensidade e a necessidade de deslocamento é mais intensa. Normalmente no meio-campo e na defesa jogam jogadores experientes e nem tão jovens, que já conheçam os “atalhos” do campo, que “sabem bater” quando é preciso. O jogo que assisto na Redenção é mais disputado, os jogadores dos dois times não economizam nos palavrões e jogadas ríspidas. Porém, os sons parecem ser muito semelhantes. A sonoridade da bola e das chuteiras rolando na areia é incomparável e inconfundível. Parece que todos os campo “carecas” de Porto Alegre produzem o mesmo som. É um som que dura, que não para, e junta diferentes pedaços para criar uma sinfonia só. Misturam-se sempre à este som os gritos dos jogadores e as batidas na bola, que fazem parte do cenário único. (DIARIO DE CAMPO DIA 02/07/2006)


A marcação dos limites da várzea que fora determinada pelo ato concessório de Paulo José da Silva Gama em 1807, deve ter sido feita dentro do primeiro quarto do século XIX. Nesta época atuava como engenheiro provincial José Pedro César que, entre outros trabalhos, executava a planta da cidade, recebida pela Câmara em 14 de setembro de 1825(...)
(...) O fato é que o uso seguinte da grande várzea foi mesmo para exercícios militares. Talvez houvessem trechos menos alagadiços ou, ao menos, durante a maior parte do ano o banhado não prejudicasse tanto aquelas funções. Mas o nome da área não se ligou àquela atividade. A presença da Igreja de nosso Senhor do Bom Fim, no alinhamento nordeste e as festas religiosas que ali se realizavam emprestou à área o nome de campos do Bom Fim que só foi modificado em 1884.
Mas antes desta mudança, ainda com o nome de Campos do Bom Fim, a grande várzea vai receber, em um trecho do seu alinhamento sul, a maior construção da época para servir de quartel aos corpos estacionados nesta capital.(...)
(...) Era a época da luta abolicionista. Recentemente os negros haviam participado na Guerra do Paraguai, primeiro choque de prova do novíssimo exército brasileiro. Em 1871 fora aprovada a Lei do Ventre Livre, declarando não escravos os negros que nascessem daquela data em diante.(...)
(...) Em 16 de agosto de 1884, Júlio de Castilhos escrevia: “Ao cabo de poucos dias de ativo trabalho, o pobo, em uma brilhante manifestação de regozijo, pôde proclamar ontem a liberdade de mais da metade dos escravos existentes na cidade.(...)
(...) No dia 9 do mês seguinte, homenageando a libertação dos escravos, a Câmara de Porto Alegre propõe a mudança de denominação de Campos do Bom Fim para Campos da Redenção.(...) (MACEDO, 1973*)

*MACEDO, Francisco Riopardense de, O Campo da Redenção: História do Parque Farroupilha in Porto Alegre: História e Vida da cidade. Porto Alegre, UFRGS, 1973)

Itinerários do futebol de Várzea: O Campo Do Murialdo


Apresentação: Dentre muitos percursos para se entender um pouquinho dos jogos de futebol de várzea de Porto Alegre, tive que percorrer alguns lugares para chegar ao meu principal campo de pesquisa. A pesquisa etnográfica dessa maneira teve seus rumos e suas decisões delimitadas pelas situações de campo e aceitação dos informantes... Eis aqui, a descrição e contextualização do “campo do Murialdo”:
Fundo de Origem:
BIEV/NUPECS/LAS/PPGAS
Fonte: Coleção Rafael Lopo - Banco de Imagens e Efeitos Visuais.
Autor: Rafael Lopo, bolsista de IC.
Local: Bairro São José, Partenon, Porto Alegre
Data de produção:
30/04/2007

Tags: Os Passos Perdidos da Etnografia


Para chegar ao Murialdo preciso pegar o T4, descer na esquina da Aparício Borges com a Bento e pegar o Santa Maria. Poderia tentar descobrir o caminho a pé, andando, mas como é o primeiro dia, e não conheço muito o bairro, prefiro pegar o respectivo transporte coletivo. O ônibus demora um pouco, e passo por alguns lugares do Partenon pelos quais não conhecia. A surpresa vem rápido: o ônibus desce exatamente a uma quadra da esquina de onde fica o Murialdo. É só descer um pouco e dobrar à esquerda, que a esquina me leva ao encontro de sua irmã(no final da rua), onde é a “entrada” para o campo.
Sim, muitas palavras aqui terão de ser escritas entre aspas, porque o Murialdo não é exatamente um “campo”, não tem suas devidas “marcações”, a “arquibancada” é precária e o campo não tem limites muito bem definidos em um de seus lados. Queria poder scanear meu desenho ou mostrar aqui no diário as condições do “campo” do Murialdo, mas não há como fazê-lo senão pela escrita. Quando chego no campo fico impressionado com este novo lugar, este novo bairro, estes novos personagens e situações ao meu redor. O campo em uma encruzilhada, muitos bares, e conseqüentemente, gente bebendo por perto. Um mendigo que fala muitas coisas inteligíveis com seu cachorro e outros ébrios já de consciência notadamente alterada. Muitos dos expectadores e homens ao redor já se conhecem, se cruzam e se cumprimentam, se olham, se gozam, brincam com outros, e estão sempre às voltas do que acontece no campo. Um dos principais assuntos nas rodas de conversa é o jogo “das quatro”: Guarany contra Martins de Lima. (DIÁRIO DE CAMPO DIA 30/04/07)


O campo do Murialdo fica na parte dos fundos do colégio com o mesmo nome. O que marca a localização do campo é o encontro da rua “Martins de Lima” com a “Primeiro de Março”. Em um de seus lados, onde era antes a entrada, no meio da subida da rua Primeiro de Março, agora está erguido um pequeno vestiário e um bar. Para chegar até lá, somente entrando pelo imenso portão da esquina e caminhando por dentro do campo.
No limite da Martins de Lima, há um muro de pequeno porte que serve de base para a grade que fica mais acima. Dentro do campo não há nenhuma marcação, e nesta lateral, o que delimita onde pode e não se pode jogar é a presença de torcedores, banco de reservas e as árvores. Sim, pensei milhões de vezes se algum jogador nunca havia se machucado nestas árvores, mas deixarei estas fabulações para outra hora.


Como muitos campos, a grama é tímida, e só resolve dar seu “ar da graça” em cantos restritos e pequenos do campo. No outro lado, também não há marcação, e o limite é a elevada que serve de apoio aos bancos e à arquibancada. Porém, este espaço cativa em mim uma simpatia enorme. Talvez pela simplicidade, ou talvez pela sua proximidade com o bairro São José, no Partenon. A esquina onde está a sua entrada é cercada por dois ou três “butecos”, além de ser bem próxima da sede do Martins de Lima.
(DIÁRIO DE CAMPO DIA 30/04/2007)